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Bentidas Férias

domingo, 3 de julho de 2011


Fim de mais um período de estudo;
Começo de um novo tempo, tempo mudo.

Tempo de começar a fazer pensamentos, formular ideias,
Pretensões inatas e verídicas;
Sentar numa rede,
Aproveitar as férias que vem como descanso...
Fazer do dia, um dia pouco intenso...
Manso.

E nesse mesmo pensar e aproveitar,
Esquecer de preocupar.
Agora já basta o momento de saudade,
Agora já basta a correria intensa que me ateve e ataca quem vive por aqui,
Gente igual a gente.

Hora agora essa de pensar na vida,
No que vale, no que precisa melhorar,
Mudar, valer... formular.
Pensar também em quem,
Pela graça do tempo e esforço,
Vai se formar.

Pensar em amizades, e conviver amigos;
Pensar em amores, e conviver amada.
Pensar em dores, e esquecer de nada.

Tudo que tive, se aproveita;
Tudo que ainda não tive, se deleita!
Tempo é amigo, e anda de braço dado.
Sabendo assim, que tempo é marco de vida,
E vida é futuro; nada muda o passado.

Irmãos em Arte

domingo, 19 de dezembro de 2010


De tudo em vida,
De vida em cor;
Irmãos em arte nós somos,
Irmãos em arte por amor!

De cada verso e cada prosa,
De cada papo dado;
Irmãos em arte nós somos,
Irmãos em arte pelo chamado!

De cada poesia e ideia,
De cada musica vivida;
Irmãos em arte nós somos,
Irmãos em arte sara ferida!

De cada luta em arte,
Rara luta em comum;
Irmãos em arte:
Um por todos e todos por um!

Assim se destaca um irmão em arte:
De distância que não existe,
Verdade insiste.
Não falte fala nem papo,
Traga o texto,
Mostra o fato.
Pela musica, pela arte,
Não só nós! Todos façam parte!
Que todos os irmãos rimem sem querer,
E façam da arte a vida,
E sejam artistas em viver...

Viver é raro,
Sorrir é caro;
Mudar é difícil,
Edifício claro.

Mudando e escalando rimas alternadas,
Buscando e memorizando versos,
Cantando prosas de amor,
Buscando, acima de tudo, aliviar a dor.

Irmãos em arte,
Como nunca vivi;
Irmãos em arte,
Estamos sempre aqui.

Conversa pouca,
nasce semente...
Gera arte, faz crescer, sorrir,
grande André Valente!

Férias Encerradas

sexta-feira, 30 de julho de 2010


Acabou-se o que era doce...
Já dizia o verso antigo
O mês de "atoísse" se foi como veio...
Limpo, leve, sereno sem deixar devaneio.

Volto pra casa minha,
Levo um sorriso e uma saudade.
Busco um texto e uma metade.

Não tenho vida ganha,
Por isso vou fazer valer o esforço que me deu,
Quem se importa com meu valor, no que venceu.

De volta à Viçosa de estudos,
De volta aos estudos e risadas.
De volta a meu lar pequeno e curto,
De volta a meus amigos, cerveja e farra.

Que seja melhor que o antigo,
Sempre será assim se quiser!
Marco de dourado quem passa por mim,
E quem em mim ajuda e quer!

Volto sorrindo pro horizonte distante,
Volto distante do sorriso da mãe na estante...

Nascimento em Meia Idade

terça-feira, 4 de maio de 2010

Estava prestes a explodir.

Precisava escrever o que sentia.

A percepção momentânea de que algo realmente acontecera.

A explosão estava para acontecer e fuga não teria.

Eu procurava, e não sabia.

A caça de cada dia por esse sentimento agora é cessada

Mas não é hora de guardar os cartuchos.

Não é hora de desistir da luta que só começa.

Já passei por tantas coisas

Resmunguei e remoí cada segundo.

Construí meu caráter através de experiências únicas

Lembranças que erguem meu mundo.

Pra cada ano vivido, uma palavra.

Uma expressão que define o ano que foi

Desde um bebê bestinha até um marmanjo,

Tão indefinido como um olhar de anjo.

De todas as experiências, digo com veemência

Que apenas os dois últimos anos são plausíveis.

Quanto aos outros, que se contenham

Como experiências suscetíveis.

Mas incrivelmente 2010,

Me trouxe um zilhão de novidades acerca do mundo

E muito mais sobre o meu ser em profundo.

Nunca em tão vivida vida

Me agradei tanto de ser eu sem fazer força.

Mais que qualquer um torça.

Me sinto belo – pela primeira vez na vida

Me sinto amigo – como um filhote agradável.

Me sinto feliz – como um ganhador da loteria

Me sinto pensador – de como o ‘eu’ de antes era lastimável.

Devo isso a todos e todas

Que construíram comigo esse ciclo que me amparou.

De ontem, hoje e amanhã,

O ano que na memória está - e só começou...